Texto referente ao post de Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
O nepotismo sempre esteve presente no servidorismo público brasileiro, porém esta prática parece ter chegado ao fim. Foi aprovada a lei que proíbe tal prática, permitindo a contratação de familiares apenas através de concurso público, como qualquer outra pessoa. Há tempos uma lei como essa é necessária, pois muitas pessoas concursadas não ocupavam cargosque, por direito, eram seus, justamente pela conservação de familiares dos poderosos em cargos públicos.Resta saber se não haverá fraude também nos concursos públicos.
E o que dizer da relação entre os políticos e os seus partidos??
Tendo em vista que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou como do partido, e não do eleito, o mandato parlamentar, questiona-se o porquê de vários políticos serem infiéis a essa vinculação.
Ser fiel a um partido, significa o fortalecimento do mesmo. Na atual situação do país, os políticos não acreditam e não dão crédito até mesmo aos seus próprios partidos, que (pelo que parece) trabalham juntos por terem os mesmos princípios ideológicos e as mesmas convicções.
Acredito que o TSE deva ser rigoroso com esse troca-troca de partidos, pois a Constituição Brasileira foi criada para ser seguida. Toda essa confusão só enfraquece os partidos políticos e o seu sistema vigente.
Os eleitores elegem um candidato por suas idéias e pelo partido a que ele é filiado. Porém, para um político, após ser eleito, mudar de partido é fácil. Mas por trás de cada voto têm um eleitor que votou pela “origem” desse candidato, ou seja, seu partido inicial.
Apesar dos pesares o TSE deu um primeiro passo para a reforma política. Esperamos que surjam daí, algumas sugestões para neutralizar o caos em que o nosso sistema político se encontra.