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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Do Que Você Se Arrepende??

Texto referente ao post de Domingo, 5 de Outubro de 2008

Do que você se arrepende?? Se você fosse capaz de reviver todos os momentos da sua vida até este exato momento, o que você mudaria?

Confesso que odeio aquele discurso: “Não me arrependo de nada!”. Talvez esta seja a maior prova do egocentrismo do ser humano. O ato de se arrepender compreende uma das mais evolutivas ações de alguém. Ao se arrepender, você prova o reconhecimento de um erro, seja ele qual for, e, além disso, se torna apto a não cometê-lo novamente. Não creio que o arrependimento seja a solução para uma evolução física ou espiritual, mas, sem dúvida, ele já é um grande passo para um viver mais deleitoso.

Arrependo-me de muitas coisas. Coisas que fiz e coisas que deixei de fazer. Errei por ser ingênuo, por ser muito racional ou, até mesmo, por ser meio confuso quanto as minhas emoções. Perdi coisas importantes na vida... Coisas com as quais seria mais feliz hoje. Por muitas vezes fiz o certo no momento errado, e o que é errado é sempre imperfeito, não importa a ocasião ou o contexto.

Há pessoas que dizem: “Faria tudo do mesmo jeito!”. Bela aprovação da essência narcisista de um homem. É óbvio que todos nós mudaríamos algo. Estamos em constante evolução. É estupidez pensarmos que não erramos nunca. A perfeição é uma ilusão que cabe apenas aos egocêntricos. Digo egocêntricos, porque não existe algo mais egoísta do que não admitir que está errado. Pior do que isto, só o fato de não aprender com os próprios erros. Devemos aprender com o que passou e com o que se passa, para que, no futuro, não sejamos mais egoístas em potencial. Sejamos francos com nós mesmos...

Há tempos não me arrependia tanto. Hoje me arrependo de ter seguido a razão. Quem foi que disse que ela está sempre certa?? Fui incapaz de formular essa questão no momento propício... Fui incapaz de muitas coisas e, dentre elas, de deixar que o amor transcendesse a razão. Hoje, sou incapaz também de consertar esse erro...

Procuro sempre ver o lado bom das coisas. Se sofro nesse momento, ao menos posso ancorar-me no pensamento de um gênio. Fiódor Dostoievski já dizia: “Para escreve bem, é preciso sofrer, sofrer e sofrer”. Talvez esteja aí o grande segredo da busca incessante por uma (mesmo que limitada) qualidade textual...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Sentimento Racional

Texto referente ao post de Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008


Algumas pessoas buscam na razão uma forma de sentir. Mas a razão não sente. Ela é apenas uma forma de fuga da realidade para uma atmosfera livre de sentimentos.

Muitas vezes nos enganamos quanto à forma de sentir. Não deixamos que o coração diga e a mente escute. Fundimos ambos os aspectos em algo capaz de nos apaziguar por dentro. Nosso interior tenta abandar-se da ilusão de sentir sem sofrer, o que, em muitos casos, pode ser apenas uma forma de retrair-se no seu eu interior, buscando fugir da dor que os sentimentos causam.

Construir uma amizade verdadeira leva anos. Para destruí-la, são necessárias poucas palavras. Quando isso ocorre, o sentimento que vem a tona é de indignação. Indignação essa que demora certo tempo para ausentar-se. Nesses momentos, somos capazes de esvair-nos de toda “razão sentimental”. Somos apenas sentimentos e sentimentos. Nada mais que isso...

No momento em que voltamos à sã consciência de pensar e sentir ao mesmo tempo, vemos que a razão predomina. Por quê? Simplesmente pelo fato de que nunca mais iremos sentir da forma que sentíamos novamente. O fato ocorrido predominará sempre na nossa razão. Não mais sentiremos a emoção de confiar, de doar a confiança a alguém. Seremos meros escravos de um fator racional.

São nessas condições que vemos como o ser humano é complexo e, ao mesmo tempo, tão natural. Somos apenas peças fundamentais de um jogo capaz de nos destruir completamente: o jogo sentimental. Sentir com a razão é mais fácil do que sentir por si só, afinal, ela é capaz de nos remeter a dimensões capazes de abstrair-nos do que realmente nos faz sentir. Muitas vezes namoramos sem gostar apenas para preencher o vazio que um outro alguém nos traz. Fato comum nos dias de hoje. Tão comum, que tornou-se necessário a algumas pessoas. É a única forma de fugir da realidade que as cercam. Fugir da realidade não é a solução. Escondê-la também não...

Devemos deixar de lado a razão que tanto nos influencia e seguir o coração. Seguir a trilha dos sentimentos sem que haja pedras no caminho. Caminhar contra tudo e todos, em razão do que sentimos. Apenas sentindo sem pensar conseguiremos sentir completamente. Seremos capazes de amar integralmente, de criar verdadeiros sentimentos nas relações que nos rodeiam.

“Às vezes, é muito mais importante sentir na simplicidade da palavra, do que sentir racionalmente.”