Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ditadura Velada?

Texto referente ao post de Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

O ministro de assuntos estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, apresentou uma proposta para a criação de um novo serviço obrigatório no Brasil. Mangabeira defende a implementação do chamado Serviço Social, que obrigaria jovens de 18 anos dispensados do alistamento militar, a auxiliar comunidades carentes no interior do país. As mulheres também participariam desse serviço à pátria.

A proposta do ministro apresenta-se, em linhas gerais, de forma utópica e, de certa forma, autoritária. Tornando o trabalho voluntário como uma obrigação, esvair-se-ia todo o caráter humanístico envolto nesse serviço social. Além disso, a atual situação sociopolítica do país não nos permite adotar uma obrigatoriedade social desse escalão. Isso, porque essa proposição iria comprometer a estabilidade das obrigações trabalhistas e estudantis dos cidadãos.

É incompreensível a criação de uma lei que obrigue a população a realizar tarefas sociais. Todo o caráter sentimental de ações beneficentes seria diluído! Parece se tratar de uma tentativa de reflorescer o engajamento político e social vivido nos tempos da ditadura militar. Sem duvida, algo que busca corroborar todo esse “domínio incontrolável” da política brasileira sobre a população.

Haja paciência...


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E a política continua...

Texto referente ao post de Domingo, 28 de Setembro de 2008

As eleições se aproximam. Nesse momento, cada vez mais ouvimos falar de assuntos relacionados a política brasileira em geral. No dia 19 desse mês, a professora de Português do curso de Comunicação Social do CES/JF, pediu aos alunos do 2° período que escolhessem, dentre três temas, aquele que mais lhes agradassem. Escolhi o tema “Deve ser permitido ao jovem de 16 e 17 anos votar em eleições?” e elaborei um texto argumentativo a respeito. Vou colocá-lo aqui para mostrar um pouco da minha opinião sobre o assunto.

Política e juventude: uma combinação nada perfeita

Eleição é coisa séria. Escolher um candidato que irá governar um município, um estado ou um país, não deve ser “levado” na superficialidade. É necessário um caráter moral e uma consciência ética devidamente desenvolvida, para que o ato de eleger não se torne um escolha sem princípios avaliativos.

A idade cronológica de uma pessoa nem sempre influencia em seu modo de pensar, assim como na sua visão crítica perante os fatos que a rodeiam. Porém, em um país como o Brasil, onde a cultura e o conhecimento integram o caráter de poucos, a idade do cidadão acaba ganhando certa relevância quando defrontada com questões políticas e sociais. Para um jovem de 16 ou 17 anos, que nem ao menos é penalmente imputável, o ato de votar e, principalmente, escolher um representante, torna-se algo complexo.

O jovem brasileiro não tem instrução suficiente para distinguir os bons dos maus candidatos. Talvez por isso não devesse ser concebido a eles o direito de votar antes de alcançar a maioridade. Em um país onde quase nada é produtivo na área política, deixar com que jovens de 16 e 17 anos votem transforma-se em uma incoerência social que só tem a prejudicar a evolução da nação. É claro que toda regra tem sua exceção, porém, nesse caso, a exceção pode ser extremamente “cara” para a ordem e progresso do Brasil.