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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Tragédia Em Santo André - Parte 2

Texto referente ao post de Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

De trabalhador à ameaça para a nação. Essa é a trajetória do perfil de Lindemberg Alves, o cidadão mais comentado em todo o Brasil. O rapaz matou a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, após tê-la mantido refém por mais de 100 horas. Tudo isso (segundo ele) por amor. Aprisionar alguém que você ama por 4 dias não é prova de amor em lugar algum. O sentimento de Lindemberg por Eloá transformou-se em uma obsessão incontrolável, que o levou a cometer o crime que chocou a nação brasileira.

No início do seqüestro, a opinião do povo brasileiro se divergia quanto à personalidade do seqüestrador. Muitos achavam que Lindemberg era apenas um cidadão trabalhador e apaixonado pelo time de coração, que sofrera uma desilusão amorosa. Porém, ao longo dessa última semana, o modo como o povo ”enxergava” o seqüestrador mudou. Lindemberg passou a ser tachado como um delinqüente que merecia pagar (e caro!) pelo que fez a Eloá e a melhor amiga dela, Nayara Vieira. Não só pelos danos físicos as duas, mas, também, pelos danos morais e sentimentais que ele causou em toda população.

Podemos analisar essa tragédia de inúmeras maneiras. No entanto, devemos averiguar minuciosamente o papel da mídia (principalmente a televisão) para o desfecho do crime. A mídia estava COMPLETAMENTE equivocada ao querer explorar o caso de forma extrema. Entrevistas com o seqüestrador ao vivo, comentários ofensivos contra Lindemberg durante a programação e a postura nada ética de algumas emissoras são alguns exemplos dessa atitude irresponsável da mídia televisiva. As sucessivas reportagens sobre o caso e as avaliações psicológicas sobre o seqüestrador, acabou influenciando no estado emocional do mesmo, e, conseqüentemente, no desfecho do caso. Lindemberg tinha acesso a uma TV dentro do cativeiro, sendo capaz de acompanhar todas as notícias sobre ele que iam ao ar nas emissoras. Isso, sem sombra de dúvida, provocou em Lindemberg uma valorização intensa de sua própria pessoa. Ele acabou vendo-se como o detentor do poder e da fama. Quem é capaz de negar que isso influenciou nas decisões tomadas pelo rapaz???

Toda essa exploração do fato por parte da mídia foi de uma irresponsabilidade inigualável. Uma das emissoras ligou mais de 5 vezes para o seqüestrador, atrapalhando inclusive as negociações da polícia com Lindemberg. Quem é capaz de negar que isso foi uma incrível irresponsabilidade da mídia?? Esses jornalistas devem escolher entre ajudar as negociações e garantir audiência de seus respectivos canais televisivos. Além disso, a imprensa conseguiu narrar todas as atitudes que seriam tomadas pela polícia, o que, de certa forma, garantiu que o ex-namorado de Eloá soubesse tudo aquilo que era armado contra ele.

Outra grande irresponsabilidade dos jornalistas e apresentadores de TV, foi a tentativa de persuadir Lindemberg a libertar as reféns. Analisem comigo: como alguém que desconhece as técnicas adequadas para se conceber uma negociação entre um criminoso armado e a polícia pode tentar transformar-se em um negociador?? Existiam profissionais altamente treinados para isso lá no local. Nenhum jornalista ou apresentador tinha o DIREITO de tentar exortar Lindemberg a liberar Eloá e Nayara.do cativeiro. Vemos também que a mídia procura não tocar nesse assunto. Ela tenta esvair-se do erro irreversível que cometeu, mas, felizmente, temos pessoas com consciência suficiente para analisar e julgar o papel fundamental do jornalismo para o desfecho trágico do caso. Por sermos estudantes de jornalismo, ficamos ainda mais indignados com essa busca incansável pela audiência, como se ela fosse mais relevante do que a vida de duas reféns inocentes.

Para colocarmos fim à segunda parte de nossos posts sobre a tragédia de Santo André, pedimos que vocês leitores reflitam: Será que alguma emissora será devidamente punida pelos atos inconseqüentes que cometeu??

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E a política continua...

Texto referente ao post de Domingo, 28 de Setembro de 2008

As eleições se aproximam. Nesse momento, cada vez mais ouvimos falar de assuntos relacionados a política brasileira em geral. No dia 19 desse mês, a professora de Português do curso de Comunicação Social do CES/JF, pediu aos alunos do 2° período que escolhessem, dentre três temas, aquele que mais lhes agradassem. Escolhi o tema “Deve ser permitido ao jovem de 16 e 17 anos votar em eleições?” e elaborei um texto argumentativo a respeito. Vou colocá-lo aqui para mostrar um pouco da minha opinião sobre o assunto.

Política e juventude: uma combinação nada perfeita

Eleição é coisa séria. Escolher um candidato que irá governar um município, um estado ou um país, não deve ser “levado” na superficialidade. É necessário um caráter moral e uma consciência ética devidamente desenvolvida, para que o ato de eleger não se torne um escolha sem princípios avaliativos.

A idade cronológica de uma pessoa nem sempre influencia em seu modo de pensar, assim como na sua visão crítica perante os fatos que a rodeiam. Porém, em um país como o Brasil, onde a cultura e o conhecimento integram o caráter de poucos, a idade do cidadão acaba ganhando certa relevância quando defrontada com questões políticas e sociais. Para um jovem de 16 ou 17 anos, que nem ao menos é penalmente imputável, o ato de votar e, principalmente, escolher um representante, torna-se algo complexo.

O jovem brasileiro não tem instrução suficiente para distinguir os bons dos maus candidatos. Talvez por isso não devesse ser concebido a eles o direito de votar antes de alcançar a maioridade. Em um país onde quase nada é produtivo na área política, deixar com que jovens de 16 e 17 anos votem transforma-se em uma incoerência social que só tem a prejudicar a evolução da nação. É claro que toda regra tem sua exceção, porém, nesse caso, a exceção pode ser extremamente “cara” para a ordem e progresso do Brasil.

Saúde em Foco: Alcoolismo na Adolescência

Texto referente ao post de Domingo, 21 de Setembro de 2008


A adolescência é algo fascinante. Entre tantas coisas novas, está também a descoberta de um novo “eu interior”. Manifesta-se uma consciência que apenas nos revela que estamos sós. Somos nós contra o resto do mundo. A grandiosa ilusão de um universo, no qual somos apenas objetos envolvidos em uma sociedade já pré-estabelecida, traz a tona uma revolta e uma sublevação imponente. Mas é nesse período também que vemos os rumos de uma vida se encaminharem para um destino impiedoso: o destino das drogas.

Estudos comprovam que a utilização de drogas pelos humanos, começa quando inicia-se a adolescência. Ora, nada que a própria vida não nos prove. Na maioria das vezes, os jovens começam por experimentar o álcool. O álcool que transforma e deforma as pessoas. Beber torna-se algo prazeroso e acaba servindo como um bom modelo para mostrar o quão “adulto” tentamos ser. No entanto, o grande problema do álcool não está nele em si, e sim em nós mesmos. Nós que tratamos uma verdadeira droga como um simples liquido, apto a ser “aproveitado” pelos nossos fígados.

É assustador, nos dias atuais, perceber como o álcool consegue atingir tantos jovens. Jovens que, muitas vezes, perdem suas vidas prematuramente. Mais do que perder uma vida, perder a essência humana para um produto humano é estupidez. É por esses motivos que fizemos do álcool a droga psicoativa mais consumida de todos os tempos.

Os responsáveis?? Tv, internet, globalização, valores distorcidos da sociedade e desejos sociais de um cidadão talvez respondam essa pergunta.

Sem excluir a forte influência social, é importante saber por que esse jovem bebe e porque ele não consegue lidar com suas dificuldades de um modo alternativo. Nesses casos, o fator familiar deve ser mais influente. A base, o alicerce da vida está sempre envolto à família. Cabe aos pais e aos responsáveis dialogar com seus filhos, visando à prevenção da saúde dos mesmos. Possibilitar a construção de uma identidade sólida, faz-se extremamente necessária e pode decidir o rumo da vida dos jovens de hoje. A bebida não é apenas um elemento do acaso. Ela é mais do que uma simples aparência.

Ela é a face escura da beleza de viver o inusitado.