Evandro Motta, Gabriel Campos e Hugo Marques são estudantes de Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF).
Qualidade Textual é um blog que visa os diversos assuntos que rondam o ser humano. Dos sentimentos aos problemas sociais, buscamos abordar de forma clara alguns conceitos interessantes do mundo atual.
Buscamos uma, mesmo que limitada, qualidade textual.
Ler é fascinante. A leitura possibilita o conhecimento. O conhecimento gera cultura.
Reflexões a parte, venho hoje discorrer sobre um livro que me tocou em especial. Confesso que li mais de 20 livros até o presente momento. Alguns de uma qualidade literal descomunal, outros, capazes de fazer-nos refletir sobre os aspectos mais singelos do mundo. A Cabana é um desses livros que você lê e fica estagnado com a mensagem transmitida. Uma verdadeira obra-prima!
Aqui vai a sinopse que se encontra na contracapa do livro:
Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana." - Michael W. Smith
Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.
Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.
Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.
Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.
A Cabana é, de fato, um livro que todos que têm fé em Deus deveriam ler. A visão que o autor William P.Young nos mostra é de extrema importância para aqueles que buscam entender um pouco mais sobre o “trabalho” de Deus para conosco. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler ainda este ano , leia A Cabana.
Texto referente ao post de Domingo, 28 de Setembro de 2008
Primeiramente, gostaria de ressaltar aqui que essa breve análise do filme Onde Os Fracos Não Tem Vez (No Country For Old Men) contém informações que, teoricamente, só deveriam ser lidas por quem já assistiu ao filme. Portanto, se você ainda não assistiu, vá a locadora de sua preferência e não perca mais tempo. Assista, leia o post, assista outra vez, e outra vez... Vocês saberão o porquê disso ao chegar no final do filme.
Magistral! Talvez seja essa a única palavra que consiga englobar toda a qualidade cinematográfica presente em Onde Os Fracos Não Tem Vez. Mas por que o filme levou a opiniões tão diversificadas sobre a sua qualidade? ? Confesso que da primeira vez que assistia a trama não consegui compreender a essência da mensagem transmitida. Agora, vejo que a resposta é simples. Esse é um daqueles filmes que simplesmente não devem ser vistos apenas esperando o “comum”. É preciso esperar o inesperado e procurar compreendê-lo. O filme é assim porque responde as suas devidas questões, desenvolvidas ao longo da trama, em detalhes que, para a maioria, passam despercebidos, incapacitando a compreensão do desfecho.
O filme é uma adaptação do livro No Country For Old Men (Onde os Velhos Não Tem Vez), do escritor norte-americano Cormac McCarthy. Tanto o livro quanto o filme possuem o mesmo nome. Porém, a tradução desse nome no Brasil, foi feita de forma errônea, comprometendo até mesmo o entendimento do filme em si. O roteiro acompanha o veterano da guerra Llewelyn Moss (Josh Brolin), que encontra uma maleta com 2 milhões de dólares em meio a um massacre ocorrido no deserto, devido a uma transação malsucedida. Com o objetivo de ficar com o dinheiro, Moss começa a ser perseguido por um psicopata assassino que atende pelo nome de Anton Chigurh (Javier Bardem) e, como se não bastasse, por bandidos mexicanos. Enquanto isso, o experiente xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) busca encontrar Moss antes que esse seja pego pelo mortífero Chigurh.
Ambientada no faroeste, a estória envolve o espectador com cenas de perseguição bem feitas e diálogos muito bem elaborados. A atuação simplesmente perfeita de Javier Bardem, é o que mais chama atenção dentro do enredo do filme. Uma maestria fantástica! No entanto, o grande embate do filme está no final. De fato, é um final difícil de ser compreendido, posto que a maioria não mantém o foco 100% voltado para a estória. Mas até nisso os irmãos Coen (diretores do filme) conseguiram ser impecáveis. Isso porque a história não trata propriamente do confronto entre “o mocinho” (Moss) e “o bandido” (Chigurh). Trata-se de algo que vai muito além de uma simples estória de ação. O protagonista real da estória era, nada mais nada menos do que o xerife Tom Bell. Sim, ele mesmo! Essa é uma das grandes jogadas que os Coen produziram na trama. Bell acompanhou a perseguição por fora, mostrando-se sempre cansado, até que acaba percebendo que seu tempo já passou. O nosso “old men” vê que não tem mais lugar nesse novo mundo cada vez mais violento. Ele batalha contra isso mas, no fim, acaba vendo, através do subconsciente (no caso o sonho) que seu tempo acabou. O velho xerife jamais conseguirá acompanhar o ritmo veloz com que a sociedade se degrada e percebe isso, enxergando que está inserido numa batalha já perdida.
Onde Os Fracos Não Tem Vez é o tipo de filme onde temos um estudo de personagens. São eles o foco principal da trama. Reparem na angústia de Tom Bell durante todo o filme e, principalmente, nos minutos finais, onde ele vê que não está mais inserido naquele “novo mundo”. É o exemplo de filme onde você tem que usar da mente para entender a verdadeira mensagem transmitida. Um filme digno de final inesperado. Não, não temos final clichê onde herói e bandido duelam numa batalha eletrizante. Nada disso vai se encontrar assistindo a essa trama. Há apenas uma quebra de elementos já estereotipados em filmes que envolvem o bem e o mal. E há sim uma incapacidade do público em enxergar as sutilezas do filme. A maioria das respostas está nos diálogos e não nas cenas de ação. Interpretar um diálogo parece muito mais difícil do que interpretar qualquer outra imagem e, nesse caso, interpretar é imensamente necessário.
A trama, por si só, compreende uma formidável obra cinematográfica. Um triunfante final e uma espetacular adaptação de uma estória, no mínimo, aberta a interpretações. Sem dúvidas, uma das mais brilhantes representações de todos os tempos. Por isso, se você ainda se pergunta quem ficou com o dinheiro, quem morreu, quem sobreviveu e o porquê desse incrível final, assista Onde Os Fracos Não Tem Vez quantas vezes for preciso e descubra como pode ser incrível compreender o que antes parecia incompreensível.